Sobre Paixões Avassaladoras

title2

Sobre Paixões Avassaladoras

Ouço-lhes falando em demasia
calem-se todos! Como eu queria
que não fosse a minha sina
arcar com quem me entorpecia

Pois lhe rogo, grande Pai
tira-me a vontade de morrer!
a cada verso uma angústia, um mal querer
compreendi que pra estar só não basta ser.

Faltam-lhe goles
longos, soturnos
espessos, em cumes
e engole o ciúmes!

Vomita-te o orgulho, nobre dama
me dá tua mão e vem pra cama
declaro pra ti, então me chama
de amor, meu bem, doce ariana.

Quem diria, sonhador
eis que torno a vislumbrar
um caule curto, “rosa branca!…
trate de desabrochar!”

Me banho em orgulho,
entrego-te tudo
sem freio, sem rumo
um grande absurdo, se me perguntar.

Oceano de incertezas, eu diria!
radiante, e se afoga em fantasia.
mergulhemos juntos neste mar
e prometo, aprenderemos a nadar.

E inflama! Arde forte a paixão dos justos
grandes heróis se embriagam com suas promessas, mares escusos
e o “pra sempre” nunca pareceu tão,
mas tão fácil.

Quase capaz de ser tocado.
bebe paixão, morre de sede
quero apenas ser amado
e não mais só degustado.

Sorte a minha, e que assim seja
um desejo, eu peço, diz!
rogo-te minha peleja:
quero fazê-la feliz.

Dou-lhe o “pra sempre”
vendo-lhe amar
delírio descrente,
e me resta sonhar

Mas sou diferente,
não prometo-lhe o mundo
minha chama ardente
por mais um segundo

Afaga-te as mágoas,
mesmo assim confesso
prometo-lhe um trono
em nosso próprio universo.

Cuidado, princesa,
não vai tropeçar!
em quem te almeja
e te inspira a sonhar.

E grava-te cada lágrima
que derramo em seu nome
felicidade que soma,
e solidão que some.

Ah, eu lhe confesso
como é bom beber de ti!
olha então pra cada verso
que lhe dedico sem dormir.

Agora entendes, não é mesmo?
todo o bem que tu me faz
eu te peço, nobre dama,
dê uma chance a tal rapaz.

Se não for pedir demais,
leia tudo com cuidado
não queremos ter mais um
sonhador desesperado.

Talvez esteja enganado
entorpecido, ou só fugaz
mesmo assim eu te entrego
tudo o que lhe satisfaz.

Em paz.
Estejamos, não é mesmo?
O oitavo de muitos e muitos dias.
Dorme bem. Descansa bem.
Sonha bem. Sonha comigo.

Em teus devaneios,
vai imaginar.
Mas é só contigo
que não posso errar.

Anúncios

Meu Tesouro

treasure

Meu Tesouro

Na manhã, uma estranha
De voz toda inebriante
Com a lua, ela se banha
Minha sonhadora errante.

No calar da madrugada,
Ela canta em demasia
Não mais quer ser só amada,
E se afoga em fantasia.

Ah, destino tolo!
Infiel, pois só te rogo.
Me permita vê-la um dia,
Nem precisa ser tão logo.

Teu olhar além da aurora
Radiante, traz-me paz
Por favor, não vá embora
Dê uma chance a tal rapaz.

Cada vez que me omito,
Luto contra o mal-agouro,
Mas, minha maior vontade
É te chamar de “meu tesouro”.

Só por isso, moça doce,
Peço apenas um minuto
Nestes versos, eu lhe entrego
Meu amor absoluto.

Sem Remetente

depression

Sem Remetente

Minha querida depressão,
Veja, eu não como bem
Desde sexta só vomito
Mas só água, é o que tem.

Cores fracas, riso torto
Coração apavorado
Revivendo o que está morto
Sonhador desesperado.

Pobre dele, bota fé
E ela o faz esperar
Muito errada ela é
Pondo preço em seu amar.

Minha querida ansiedade,
Veja, não me fazes bem.
Desde sexta só me arranho
E me perguntam o que é que tem.

Cores fortes, riso tenso
Esperança é um breu
Revivendo um momento
Que sequer aconteceu

Dono do meu devaneio,
Quinze dias tu me deu
E o meu maior anseio
É acordar com um toque teu

Minha querida depressão,
Eu não sei mais distinguir
O que é real e fantasia,
Se só anseio por dormir.

Dormir fundo, dormir bem
Como quando éramos um
Eu te chamo e tu não vem,
Cinco dias de jejum.